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Feminismo: mulheres insatisfeitas com seus privilégios inacabáveis

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Precisamos nos atentar para um ponto bastante importante em relação a insatisfação das mulheres na sociedade. Após as conquistas tão sonhadas pelo movimento feminista do voto e da inserção feminina no mercado de trabalho, ainda havia sinais notórios de insatisfação em outras áreas na vida dessas mulheres. A primeira insatisfação das mulheres após suas conquistas foi a de decidir se estariam na vida privada ou na vida pública, ou seja, se elas queriam estar em seus lares como sempre foi ou se queriam entrar em alguma empresa ou fábrica para trabalhar. Surgindo assim a necessidade de nos atentarmos à comparação com o viver fora do lar ou dentro dele. É bastante óbvio que o trabalho é um ofício árduo, mas esse infeliz sonho de entrar no mercado de trabalho mostra o quanto imaturo é a mentalidade feminista. Homens passam pelos maiores riscos de suas vidas apenas para voltar com metade de um benefício pelo serviço prestado, mulheres são parabenizadas e acalentadas após um trabalho de parto,...

O feminismo e o pastorado feminino

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  A primeira onda do movimento feminista, foi marcado pelo ano de 1848 quando ocorreu a primeira convenção dos direitos das mulheres, em Seneca Falls, Nova York, nos Estados Unidos. As três principais feministas dessa onda, Elizabeth Cady Stanton, Lucretia Mott e Susan B. Anthony reuniram-se em uma capela wesleyana visando tratar diversas pautas femininas como do direito ao voto, direitos conjugais e patrimoniais, "maternidade voluntária", reformas na saúde e na vestimenta.  Como resultado dessa reunião uma declaração conhecida como a declaração de Seneca Falls foi emitida, constando nela os verdadeiros intentos do movimento e tendo como grande  responsável a feminista Elizabeth Stanton. Nesse documento continha, além de pautas sobre reformas sociais necessárias, questionamentos sobre o governo da Igreja, o ensinamento bíblico, o culto público, diferenças dos sexos, matrimônio e outras doutrinas tradicionalmente estabelecidas nas escrituras sagradas. Naquele document...

Mary Wollstonecraft e o protofeminismo

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  É de conhecimento geral a demarcação temporal do movimento feminista em três 'ondas', dando a entender que tal movimento teve suas idas e vindas. Segundo os adeptos dessa demarcação a primeira 'onda' pode ser situada até os anos de 1960; a segunda 'onda' teria seu início em 1960 se prolongando até 1990 e a terceira 'onda' estaria localizada após a década de 1990. Para uma análise mais aguçada da trajetória da ideologia feminista deve-se buscar os autores e os textos que serviram, anteriormente, como os progenitores do movimento, estabelecendo as bases para as ideias, que desenvolvidas, se tornaram o corpo teórico do movimento. Sobre este período que antecede o século XVIII, os teóricos consentem em denominá-lo de protofeminismo, por anteceder ao que oficialmente foi chamado de 'feminismo'. Há quem considere que os primeiros textos surgiram no século XV com a obra de Christine de Pisan, chamada Cidade das mulheres, visando fornecer uma alternat...