O feminismo e o pastorado feminino



 

A primeira onda do movimento feminista, foi marcado pelo ano de 1848 quando ocorreu a primeira convenção dos direitos das mulheres, em Seneca Falls, Nova York, nos Estados Unidos. As três principais feministas dessa onda, Elizabeth Cady Stanton, Lucretia Mott e Susan B. Anthony reuniram-se em uma capela wesleyana visando tratar diversas pautas femininas como do direito ao voto, direitos conjugais e patrimoniais, "maternidade voluntária", reformas na saúde e na vestimenta. 

Como resultado dessa reunião uma declaração conhecida como a declaração de Seneca Falls foi emitida, constando nela os verdadeiros intentos do movimento e tendo como grande  responsável a feminista Elizabeth Stanton. Nesse documento continha, além de pautas sobre reformas sociais necessárias, questionamentos sobre o governo da Igreja, o ensinamento bíblico, o culto público, diferenças dos sexos, matrimônio e outras doutrinas tradicionalmente estabelecidas nas escrituras sagradas.

Naquele documento primeiro das mulheres feministas, lê-se os questionamentos ao que a igreja tradicionalmente estabelecia:


"O homem permite à mulher, na igreja assim como na sociedade, apenas uma posição subordinada, afirmando autoridade apostólica para sua exclusão do ministério, e, com algumas exceções, de qualquer participação pública nas questões da igreja l ... ] a mulher permaneceu satisfeita nos limites circunscritos que costumes corrompidos e uma aplicação pervertida das Escrituras estabeleceram para ela, e que é hora para que ela se mova em direção à esfera abrangente.[1]


Podemos identificar por aí a influência que o feminismo exerceu na formação das primeiras insinuações e apologias ao ministério episcopal feminino. Por tudo isso, Carolyn McCulley esclarece que, apesar das reformas e do sufrágio, "os escritos de Stanton revelam que o contínuo alvo [do movimento feminista] era a autoridade da Escritura.[2]

A historiadora, Ana Campagnolo, vai esclarecer que toda essa movimentação das mulheres só foi possível por conivência e descuido de muitos bispos e igrejas protestantes que recebiam mulheres como Stanton que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.[3]

Por isso, as igrejas mais do que nunca, precisam estar preparadas a tempo e fora de tempo, para resistirem à entrada dessas doutrinas de demônios no seu seio, pois caso contrário, serão arruinadas sem que haja restauração.




No amor e na paz do Senhor Jesus Cristo,


Warley Frota




.oOo.




[1]Material de apoio no website da PBS para o documentário de Ken Burns sobre Elizabeth Stanton e Susan Anthony: Not for Ourselves Alone citado em Mcculley, 2017, p. 51.


[2]Campagnolo, Ana Caroline. Feminismo: perversão e subversão, Campinas, SP: VIDE Editorial, 2019, p. 86.


[3]"Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade." (2 Timóteo 3:7)


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