Os verdadeiros e os falsos anabatistas
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| A anabatista, Anneken Heyndricks, sendo lançada no fogo |
Em 1527, houve uma importante conferência dos anabatistas durante a Reforma Protestante. Naquela oportunidade, foi feita uma confissão de fé composta de sete declarações resumidas
Alguns atribuem aos anabatistas as heresias dos münsteritas, dos joristas e dos adamitas durante a Reforma. A verdade, porém, é que nenhum desses grupos subscreveria a confissão de fé dos verdadeiros anabatistas acima colocada.
Jan Matthys, líder dos münsteritas, pregava uma revolução com espírito agressivo. Ele dizia que todos deveriam ser rebatizados por ele, mesmo os que anteriormente houvessem sido batizados na fé anabatista. Os münsteritas foram fanáticos que defenderam a poligamia e a luta armada.
Os Joristas foram uma seita fundada por David Joris. É verdade que Joris foi batizado em uma igreja anabatista, mas, quando começou a pregar falsas doutrinas e declarou-se profeta, foi excluído da igreja. Anabatistas, como Menno Simmons, escreveram cartas de alertas para as congregações acerca desse falso profeta, bem como admoestaram os seus seguidores do perigo de seus ensinamentos.
Os adamitas foram uma seita fundada por Adam Pastor, um padre que se juntou aos anabatistas em 1533. Ele passou de um apologeta a um herege, passando a negar a doutrina da Trindade. Menno Simons e outros irmãos tentaram convencê-lo de seu erro, mas ele não os ouviu, sendo excluído da igreja em 1547. Depois disso, fundou a seita dos adamitas.
Não podemos culpar os anabatistas por causa de hereges que tiveram alguma antecedência entre eles. De dentro da igreja primitiva também saíram muitos hereges (judaizantes, gnósticos, etc). É comum aparecerem aqueles que se acham “os iluminados” ou o “pequeno rebanho”, pregando heresias e manifestando a sua megalomania e presunção. Esses, abandonando a verdade, criam suas seitas para a própria condenação.
Pastor Glauco Barreira M. Filho (18.11.2009)

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